União Ibérica

Em 1580, Portugal, para além de ver o seu império, ser largamente ameaçado pela concorrência europeia, perdia também a sua independência, ao passar a ser governado por Filipe II de Espanha.
Nas vésperas da perda da união dinástica o país debatia-se com enormes problemas financeiros.
Os três principais destinos destas despesas públicas eram a Índia, a corte e o Norte de África. O investimento na Índia era justificado pelas riquezas que daí advinham. Contudo, Portugal perdera, entretanto, grandes lucros com a perda do monopólio do comércio das especiarias, resultante da recuperação da actividade comercial oriental dos muçulmanos e sofria com os ataques de pirataria e com os naufrágios que diminuiam muito os lucros que a Coroa portuguesa colhia destes negócios.
Para agravar este estado de coisas, o número dos funcionários públicos crescia constantemente.
Apesar do abandono das praças do Norte de África, estas  continuavam a ser uma atracção para a nobreza portuguesa, que pouco depois voltaria ao Norte de África para a expedição de Alcácer Quibir, sonhada por D. Sebastião. 

D. Sebastião

Em 1557 morria D. João III, e voltava à discussão o retorno ao Norte de África decidido nas Cortes de 1562-1563. O pretexto utilizado para justificar uma nova intervenção surgiu quando Mulei Mohamed foi deposto pelo seu sobrinho Mulei Moluco, e se fez proclamar rei de Fez e de Marrocos.
D. Sebastião, aproveitando os desentendimentos internos desta nação, foi auxiliar o rei deposto.

Em 1578, partiu, então, para África acompanhado de um exército, que a 4 de Agosto defrontou o inimigo árabe numa batalha em que o rei e milhares de portugueses perderam a vida.
Com a morte de D. Sebastião, o poder foi temporariamente entregue ao cardeal D. Henrique, tio de D. Sebastião, pois este jovem rei morrera sem deixar descendência. Durante o governo de D. Henrique o problema da sucessão foi resolvido através da via jurídica. Como candidatos surgiram D. Catarina, duquesa de Bragança e filha do infante D. Duarte; D. António, Prior do Crato, filho bastardo do infante D. Luís; e Filipe II de Espanha, filho da infanta D. Isabel de Portugal e de Carlos V, neto, por isso, de D. Manuel I.

Filipe II de Espanha, Filipe I de Portugal

Esta última candidatura veio a revelar-se a mais forte, pois o monarca espanhol tinha a seu favor uma imensa riqueza e grande poder, que usou para atrair o apoio de uma considerável parte da sociedade e da elite portuguesas, através de agentes como Cristóvão de Moura. Com a aceitação desta candidatura, Filipe II tornou-se rei de Espanha e Portugal, ou seja, na sua pessoa reuniu as duas coroas e deu início, em 1580, a uma nova fase da História de Portugal, que terminaria em 1640, com a restauração da independência.

Adaptado do site
www: <URL: http://www.infopedia.pt/$uniao-iberica&gt;.

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