Os principais reformadores

Primeira fila, da esq. para a dir.: Philipp Melanchthon da Alemanha, Martinho Lutero e João Hus, checoeslovaco. Fila do meio: João Calvino, Gustavus II, Rei da Suécia e Ulrich Zwinglio, reformador suico. Fila de cima: apoiantes de Lutero, Johannes Bugenhagen of Pomaria e Ulrich von Hutten da Alemanha.

No século XVI surge entre os católicos um movimento que pretende copiar o modelo de Igreja do Cristianismo Primitivo. A resistência da hierarquia da Igreja leva os reformadores a constituírem confissões independentes.

Os principais reformadores são Martinho Lutero e João Calvino, no século XVI. A Reforma difunde-se rapidamente na Alemanha, Suíça, França, Holanda, Escócia e Escandinávia.

Também no século XVI surge a Igreja Anglicana e, a partir do século XVII, as igrejas Batista, Metodista e Adventista. As igrejas nascidas da Reforma reúnem cerca de 450 milhões de fiéis em todo o mundo.

Reforma na Inglaterra

Começa em 1534 com o rompimento do rei da Inglaterra, Henrique VIII, com a Igreja Católica. O rei passa a ser o chefe supremo da Igreja Anglicana ou Episcopal e o seu líder espiritual é o arcebispo de Cantuária. Da Inglaterra, difunde-se para as colónias, especialmente na América do Norte (EUA).

As igrejas Católica e Anglicana são semelhantes quanto à profissão de fé, a liturgia e os sacramentos, mas a igreja episcopal não reconhece a autoridade do papa e admite mulheres como sacerdotes. A primeira mulher a exercer o ministério episcopal é a reverenda Barbara Harris, da diocese de Massachusetts (EUA), consagrada em 1989.

 

Doutrinas dos reformadores

Os pontos centrais da doutrina de Lutero são a justificação de Deus só pela fé e o acesso ao sacerdócio para todos os fiéis. Calvino acrescenta a doutrina da predestinação dos fiéis. As diferenças doutrinais entre os dois dão origem a duas grandes correntes: os luteranos e os calvinistas.

A Reforma aboliu a hierarquia e institui os pastores como ministros das igrejas. As mulheres têm acesso ao ministério e os pastores podem casar.-se A liturgia é simplificada e os sacramentos praticados são o baptismo e a ceia.

OS SACRAMENTOS

São sete os sacramentos adotados pela Igreja Católica: baptismo, confirmação do batismo (ou crisma), confissão (ou penitência), eucaristia, ordem (sacerdotal), matrimónio e unção dos enfermos.

Já a Igreja Anglicana os divide em sacramentos maiores (batismo e ceia) e menores.

LUTERANA

Martinho Lutero (1483-1546) nasceu em Eisleben (no atual Estado Saxônia-Anhalt), Alemanha, em uma família camponesa e morreu no mesmo lugar com 63 anos.

Em 1501 ingressa na Universidade de Erfurt (no actual Estado Livre da Turíngia), onde estuda artes, lógica, retórica, física e filosofia e especializa-se em matemática, metafísica e ética.

Entra para o mosteiro dos eremitas agostinianos de Erfurt em 1505, torna-se sacerdote e teólogo. Denuncia as deformações da vida eclesiástica em 1517. Acusado de herege, é excomungado pelo papa Leão X e banido por Carlos V, imperador da Alemanha, em 1521.

Lutero traduz a Bíblia para alemão

Escondido no castelo de Wartburg e apoiado por sectores da nobreza, traduz para o alemão o Novo Testamento. Abandona o hábito de monge e casa-se com a ex-freira Catarina von Bora, em 1525.

Reformador religioso, viveu e fez suas pregações em 33 cidades, entre elas Wittenberg onde ensinou por 36 anos; Leipzig, onde a famosa disputa teve lugar; Erfurt, onde lutero estudou e ensinou, enquanto era monge; Worms, onde foi convocado perante a Dieta Imperial e declarado apóstata; Coburgo, onde viveu em sua fortaleza; Augsburg, onde foi publicada a profissão de fé luterana; e Nuremberga, a primeira cidade imperial a aceitar a Reforma.

João Calvino (1509-1564) nasce em Noyon, França, filho de um secretário do bispado da cidade. Em 1523 ingressa na Universidade de Paris, estuda latim, filosofia e dialética.

Forma-se em direito e, em 1532, publica Dois livros sobre a clemência ao imperador Nero, obra que assinala sua adesão à Reforma. Em 1535, já é considerado chefe do Protestantismo francês. Perseguido pelas autoridades católicas refugia-se em Genebra.

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